Desalento
Apartam-se de mim as cores da vida
desbotadas que são as cores do amor
e abro os braços ao rigor da noite
fria da morte...
Procurando nela em vão quiça a sorte
que me faltou enquanto respiro.
Neste martírio de esquecimento
involuntário de mim!
Para quê existir de todo? Para quê sofrer assim?
se na noite dormem os sábios e os poetas
que tal como eu viram na dor
o desalento de vidas repletas de noites incertas...
Aparte-se de mim tudo quanto sou
Esperançosa em outra existência
promissora vou...
Pois que se ao engano estiver de
novo destinada,
se faça eterna noite da alvorada
o mundo seque e escureça
se torne como eu
egoísta...num amargurado
nada!
por Sindarin










