. desabafo para com os meus...
. PRÉMIO
. Duas filhas giras e uma m...

Ser feliz o que é? Nada de complicado. É ter-se um pouco mais de atenção, pôr nas coisas que se fazem alguma emoção e pensar muito. Dar valor às coisas pequenas que parecem insignificantes, guardar pequenos momentos, risos e olhares cúmplices, sentir que pertencemos aqui, a esta família, esta comunidade e ao mundo.
Não se distrair, não cobiçar, perdoar, ter calma e fé. Um dia tudo termina e nós nem damos conta como o tempo voa. Como já estamos a chegar a mais um fim de ano.
Pode ser passear de mão dada, ou ficar ali a observar, sem fazer absolutamente nada mais, que agradecer. Ser feliz não custa, nós é que temos sempre de complicar. Dar uma volta ao mundo, quando ao virar daquela esquina, a felicidade nos esperava.
É sobretudo aceitar o que temos e que será para cada um, sempre pouco, mas para tantos que o gostariam de ter, faz tanta diferença. É sorrir, não! Gargalhar efusivamente. Chorar a rir, comover-se ou chorar alegremente. Chorar simplesmente, porque um choro pode ser feliz e emocionado, sem ser levado a cabo por qualquer acontecimento azarado.
Chora-se por uma declaração de amor que não se esperava, por uma criança que nasce e faz parte de nós, chorando ao chegar a este mundo. Chora-se pela beleza de um quadro, por um soneto profundo. Num concerto sublimemente executado.
Numa cena de um filme comovente, porque nos toca, quando ele lhe diz: Vou-te amar para sempre!
Ao dar-se o mote para encetar uma aventura, rodeadas de confiança e gente segura, que nos compreende e satisfaz. É-se feliz. É-se capaz.
Ser feliz o que é? Será indubitavelmente chegar-se a "velho" e contabilizar uma vida inteira em cujo balanço se faz, sem ter medo de encarar o que foi ficando para trás e abrir os braços aos netos. Dar-lhes ensinamentos e passar o testemunho, sempre com a ideia de que aquilo que se fez foi o melhor. Porque ser feliz... É, tanta coisa que não consigo extravasar, porque me inunda e me transcende. É o bater de um coração acelerado...E um acto de AMOR!
Por Sindarin
Não sei o que me deu para ouvir esta música. E sinceramente muito menos para ficar a olhar lá para fora, como se o tempo parasse. Pensei que não sentiria mais nada, ao ouvi-la. Apenas a melodia, mas não! Nos acordes escuto a minha voz e os risos que demos. Olho para os teus olhos castanhos e o que vejo lá fora já não é paisagem, mas tu. Conheço-te novamente os jeitos, o esperar por mim encostado à parede de um prédio antigo. Nesse tempo era tão apaixonante, tão estonteante, sentir-me mulher. Vibrava com o passar das horas, voava para te beijar. E os teus braços de homem mais velho, enérgicos e carentes tocavam em mim, uma melodia tão afinada, como esta que escuto.
Livre! Eu era livre, jovem e amava-te perdidamente. E tu davas a impressão de beber em mim a vida que querias que continuasse sempre deste modo.
Depois, mais tarde veio a dor. Tu não estava mais à minha espera e o percurso que fazia a teu lado, era terrível, de levar só. Como era difícil engolir as lágrimas. Sentada, naquele banco frente ao mar, onde tu também customavas estar, perder-me em recriminações. Acusar-me de ser louca. De ser tão parva ao ponto de me sentir um trapo. E o meu coração estava tão reduzido que não sei como eu vivia. Respirar era tão cruel, como as facadas que sentia na carne, dadas pela desilusão.
Mas sobrevivi. E hoje estou aqui a ouvir a nossa canção. Talvez fosse bom que me recriminasse, que partisse o Cd e arrepiasse deste recordar mórbido, de voltar a ficar dormente. Contudo és uma parte de mim. E lentamente, como te trago para os meus sonhos de vez em quando, apeteceu-me ouvir-te. Mesmo que já não possa saborear-te. E lá fora tu desvaneçes-te e eu vejo, tudo límpido agora. Embora, o meu peito soluçe e me abrace a mim própria, com uma alma que chora. Se voltasses e me beijasses, que me perdoe a insanidade que seria, acho que corresponderia. Com tanta ou mais intendidade de então. E para quê? Em nome de uma saudade sem sentido?
Não! Não, voltava atrás!
Por Sindarin

Hoje apetece-me fazer uma pintura. Fui buscar lápis de cor e muito amor. Trouxe amarelo, rosa, castanho, verde e azul. Mas não era o que eu queria, faltavam-me mais. Então fui buscar paciência e os sentimentos ideais. Juntamente trouxe, branco, preto, laranja e lilás.
E fiquei a olhar para o efeito cá atrás. Não! Ainda não estava satisfeita. Resolvi misturar um pouco de alegria, uma pitada de carinho, lá em cima nos pássaros no ninho. Estava a ficar melhor. Bonita, com uma qualidade, direi...superior.
E eis que reparei, espera! Não tem vermelho, cinza, anil, ou creme. Lá fui eu, trazendo à mistura, cuidado e esperança, para o homem do leme.
O meu quadro, mostrava o mar, num dia calmo de Primavera. Onde um barco navegava, como um homem sozinho, à procura de uma quimera. Em terra, e no cimo da falésia, estava uma árvore frondosa, rodeada de relva. Num dos ramos, curiosos, dois passarinhos, a quem pensei dar companhia. E mais uma vez me desloquei à procura da harmonia, que estava à conversa com a felicidade. Aproveitei e acrescentei uma pincelada de irrealidade, numa mulher que dormia, à sombra da árvore nesse dia.
E depois tive medo. Se ele a visse? Se ela o amasse em segredo? Fiquei com preguiça, de fazer algo mais e veio a cobiça, baralhar-me os pincéis.
Mau! Pensei eu. Vai ficar borrada, escura como breu. Se acrescento mais preto, não dá. Se carrego no branco, sei lá...não me parece. Vamos ver o que acontece.
Sentei-me na frente daquela pintura, com coragem e uma pontinha de diabrura e esperei.
Fiz de conta que não via, enquanto a mulher se erguia. E o barco lá em baixo parou. Ele olhou. Deu com ela, na tranquilidade. E eu? A observar o que criei.
Quando ele desembarcou, tinha uns braços à sua espera. Na minha pintura o sol brilhava, dourado, intenso. Como todos os tons que usei...agora penso. E os sentimentos que trouxe, amor, paciência, alegria, carinho, harmonia, felicidade, mas como nunca se pode estar bem na verdade, tive que fazer uma mistura, com medo, preguiça e cobiça...para quê?
Estava-se tão bem, na paz de um dia qualquer. Em que um homem por fim encontra a sua amada, a quimera, procurada.
Salve-se ao menos a tanquilidade que faz milagres na verdade e traz à irrealidade, ponderação. Para lá da amargura e da decepção.
SÓ FIZ ESTE POST E PEÇO DESDE JÁ DESCULPA A TODOS E AO SAPO PORQUE PARA MIM O ASSUNTO ESTAVA ENCERRADO; PORQUE RECEBI OUTRO COMENTÀRIO DA ENIGMA QUE QUANTO A MIM NÃO SE DEIXA A NINGUÉM. DESCULPEM-ME TODOS POR FAVOR, MAS SER OFENDIDA CONSTANTEMENTE...É DOSE!!! Quando eu estou tão quietinha no meu canto.
RECEBIDO HOJE ESTÀ NO BLOGUETAL COMO A MINHA RESPOSTA PARA QUEM QUISERLER, PORQUE O BLOG NÃO TEM MODERAÇÃO PORTANTO ATÉ NISSO SE ENGANOU.
Por Sindarin


Nada me fará afastar, um milímetro dos meus propósitos. E nada me fará deixar de ser como sou. Bem nada será exagero, porque quando a minha hora chegar pura e simplesmente deixarei de ser...e pronto! Está resolvido. Isto tudo para chegar à conclusão que estar aqui (na vida) é complicado, doloroso, desgastante, pouco compensador e muitas vezes nada entusiasmante e dado sem dúvida a muitas situações escusas.
Por outro lado viver será um hino ao amor, uma paixão constante, um sorriso aberto, uns braços esticados tentando alcançar o limite e quando se consegue isso tudo, temos o que se chama satisfação, ou felicidade. E volto ao mesmo.
Mas esta conversa toda para quê? A propósito de Saramago e falando ontem com uma amiga querida, cheguei à conclusão de que se não há mais nada que isto, então é que quando chegar lá em cima (céu), ou lá em baixo (inferno), podendo isto ser também muito discutível, vão ter que me ouvir!
Vou espernear tanto, fazer tamanha gritaria que o São Pedro se também é invenção, é criado naquele instante, já adulto, só para me acalmar. É isso mesmo amigos! Dá-me um ataque de mau-feitio, misturado com histeria, a descambar, para a depressão e...eh pá fico por aqui. Que já não há médico para me tratar.
Então se eu fiz a 1ª comunhão, andei na catequese, não como carne na sexta-feira santa, (porque o resto dos dias, vá lá...tenham dó, não é?) e apesar de não ser católica praticante, sou crente, além de que me encolho quando a trovoada é muita! Depois disto tudo chego à conclusão que é tudo uma treta. Vai haver chatice!
Ah, já me esquecia, safei-me ao casamento religioso. (Afinal estou a ver que não me tenho portado como devia...em todos os mandamentos também, o que já dava outro post).
Não me chegava já o Sócrates ter mudado as regras da aposentação quando o que assinei com aqueles gajos, ao entrar para lá, foram 36 anos de trabalho, e agora tenho de trabalhar 43 para me reformar, chegar agora à conclusão que Deus não existe. Ou se existe é vingativo, promove o incesto, fecha os olhos a roubos, mortes e outras coisas do género. Oh pá! Assim não vale. Andou-se uma pessoa aqui a "guardar" para ser boa e também me chamam oportunista, aproveitadora e outras coisas mais. Já estou confusa. Será que agora eu também sou um Deus?
Alguém me ajuda por favor?
Por Sindarin
Por Sindarin
Olá Sindarin,
Enigma., deixou um comentário ao comentário Especialmente para Sindarin (By Enigma). às 15:46, 2009-10-22.
Caso pretenda responder a este comentário, poderá fazê-lo, usando este link.
Comentário:
Imaginação é o que não falta mesmo. Não posso fazer nada se eu não pude satisfazer o seu desejo. Ajudar na divulgação do livro tudo bem. Mas vejo que só se aproximou de mim por interesse. Como eu não tive condições financeira de comprar o livro você está furiosa!! Desculpas amiga. Passe bem...
Eu pedi-lhe alguma coisa? Não me lermbro...Ai a minha imaginação![]()
Disse que até lho oferecia isso sim e ela sabe que é verdade! Que pena não encontrar esse comentário k lhe fiz já.
A todos os que compraram o meu livro sob ameaça de pistola ou por dizer que vos raptava os filhos, ou ainda (DADA A MINHA IMAGINAÇÂO) andar de blogue em blogue a implorar que me comprassem o livro e finalmente oferecer um presunto a quem o comprasse, bem como um lugar na formação do Governo, peço desculpa.
Realmente e pela ideia, da "tal senhora" que LAMENTO COMO NUNCA POIS, NÃO É O MEU GÉNERO, fiz um pequeno concurso, onde ofereceria um exemplar do próximo livro e uma caixinha de madeira que, uma grande amiga recebeu com muita alegria minha. Não assediei ninguém , não dormi com ninguém, nem estou para aturar gente mal-educada. Tenho pena é que se escondam atrás de mails e não sejam honestas.
Esta "Amiga" é mais uma daquelas que me enganou...começa a ser rídiculo e muito repetitivo. Sempre a tratei bem e já é a segunda vez que me ofende.
Ai k temos aqui outra Maitê Proença, só que eu não sou a fonte, para me cuspirem em cima
E agora se quiserem todos deixar de me falar, comentar, ou comprar livros sob ameaça, muito bem...Mesmo assim acho que sobrevivo, porque nunca obriguei ninguém a nada e tenho vergonha na cara. Peço desculpa por exisitir! O que uma pessoa faz, para meter os outros todos ao barulho. Parabéns! Deves estar a rebolar-tre com a mania de ler os comentários dos outros...
Agora só falta fazerem queixa de mim na plataforma do Sapo!
Por Sindarin

Seria tão bonito que quando escrevessemos quem lê, o fizesse com atenção. Seria tão bom que quando não sabemos o que se passa, perguntássemos, de que falamos, antes de começar a inventar. De todo recomendável, que quando não nos sentimos dentro do assunto, nos remetessemos ao silêncio e não emitissemos uma opinião que não tem nada a ver. Talvez o mundo melhorasse um pouco mais. Mas seria pedir muito!
Porque o ser humano é assim, combativo, critico, maldoso, ambicioso, e descrente. Em vez de pensar age, em vez de perguntar, responde antes, em vez de ouvir com atenção, ouve só metade e quando lê, tantas vezes, só vê o não está lá escrito. Quando por um minuto que fosse, o ter parado, pensado, relido ou perguntado, fazia tanta diferença...
De há um tempo para cá, penso bastante se afinal não serei eu que estou errada e faço uma busca de algo que não existe, ou encetei uma jornada contra coisas que me ferem, como a deslealdade, a desonestidade, a dissimulação, a ambição, a inveja...e eu sei lá!
Não devo ser única! Deve haver muitos mais, na mesma demanda, mas meu Deus onde estarão? Preciso tanto de que alguém me diga, estou contigo, entendo muito bem, não não és maluca... e me dê a mão.
Não me importo de ser mal entendida, de ser posta de lado, de ser de certo modo tida como doida, porque muitas vezes acho que falo e ninguém ouve, mas importo-me que não haja ninguém que se toque e compreenda que estamos aqui (na vida) numa aprendizagem diária. Como tal todos temos dúvidas, tristezas e fracassos, sucessos, alegrias e certezas. Mas aceitar que ter um amigo verdadeiro, daqueles há moda antiga, faz melhor que muito dinheiro, porque nos quer bem, e fala verdade, e é solidário, e não é interesseiro, e gosta de nós pelo que somos, e sobretudo acreditar que quando escreve sobre alguma coisa é porque ela acontece, mesmo que o não entendamos, custa perguntar? Para depois entre nós se encontrar solução, numa grande união? Não! É melhor dividir para reinar. Gerar confusão. E partir para a nossa faceta mais bonita, a que mais me encanta...a completa idiotice! Haja paciência. mas a culpa é minha que ainda escrevo e falo e pelos vistos penso demais!
Por Sindarin
Em agradecimento à amiga Enigma que é um doce. Obrigada amiga!
Regras:
1. O link de quem indicou; ENIGMA
2. Postar o selo; (Está em cima)
3. Passar o selo a 5 blogs perfeitos;
http://clumsygirl.blogs.sapo.pt/
http://myhidingplace.blogs.sapo.pt
http://leonorteixeira2.blogs.sapo.pt/
http://sentidosproibidos.blogs.sapo.pt/
4. Responder às perguntas;
* Mania:; - Teimosia
* Pecado capital: - Talvez Ira
* Melhor cheiro do mundo: Roupa lavada, ou quando acaba de chover
* Se o dinheiro não fosse problema: Ajudava toda a gente: Criava uma editora para quem não consegue publicar os seus livros
* História de infância: Querer ser cantora, pintora, bailarina
* Habilidade como dona de casa- Boa cozinheira, imaginação
* O que não gosto de fazer em casa: - Limpar o pó
* Frase preferida: Tantas é impossível especificar.
* Passeio para o corpo: - À beira-mar no Outono ou Inverno sózinha
* Passeio para a alma: - Sonhar, dar largas à imaginação
* O que me irrita: - Intrigas e falsidade
* Frases ou palavras que uso muito: - Vai ver se estou na esquina...
*Palavrão mais usado: ui...(fod...quando estou mto zangada, não levem a mal) tenho de ser sincera...não?
* Vou aos arames quando: - Me dizem ou afirmam uma coisa que não disse ou fiz
* Talento oculto: - Cantar...sei lá!
* Não importa que seja moda, eu não usaria nunca: A própria moda em si, gosto de me vestir e sentir-me confortável é o principal
* Queria ter nascido a saber: - ´Como poderia acabar com a injustiça, a fome e a tisteza no mundo.
E só fiz isto por gostar muito de você amiga. Normalmente que me perdoem, mas não gosto muito de desafios.
Por Sindarin

Nunca aconteceu pensarem que o vosso corpo, por fora, não corresponde ao vosso interior? Assim estou eu. Gostava de ser mais bonita, mais nova, mais corajosa ainda, mais confiante. Encantar!
Em suma, tocando ao de leve no que sou, mas muito distante do que me sinto. Traumatizante sem dúvida para alguns, mas não para mim. Porquê? Porque já o fui, quiça, e tenho de me rever agora em duas caras bonitas, duas vontades de vencer, que me segredam...És tudo isso, tu é que não vês. Agora digam-me. Não é tão bom sonhar a três?
Mesmo assim, sou sonhadora em demasia, honesta como antigamente, sincera, como não deveria, tantas vezes, imaginativa quanto baste. Romântica incurável, com a mania de ser poeta, corro o risco de, por tanto rir parecer pateta, e sou leal...Sempre! No passado, futuro e presente! Simples aliás convém, porque não sendo um "assombro" passo despercebida, das modas e das tendências palermas da vida.
Mas voltando ao essencial. Devo ter sido trocada, de noite a dormir porque não dei por nada. Dentro sinto-me invencível, incrível, capaz de levar tudo adiante. Por dentro desanimo num instante. No entanto, como Deus escreve direito por linhas tortas, como se diz, se eu fosse por fora o que sou por dentro, talvez brilhasse como o forro de um casaco, mas não seria eu.
Para as minhas filhas
Por Sindarin